O que será que uma das maiores cidades do mundo tem a oferecer? A capital mexicana sai perdendo na corrida de atrações do país (já que não da pra disputar com as belezas das praias do país) mas surpreende quem resolve passar uns dias na cidade com a maior quantidade de museus do mundo. Aqui te contamos o que fazer na Cidade do México em quatro dias.

Procurando acomodação no México? Confira os melhores preços aqui.

Se você resolveu fazer uma parada na Cidade do México, te mostraremos o porque você não irá se arrepender!

1º Dia

Bosque de Chapultepec

Vamos começar com estilo. O Bosque de Chapultepec (em Português, Bosque dos Gafanhotos) é o maior parque urbano da América Latina. Nele você encontrará um zoologico (o primeiro da America Latina), o Castelo de Chapultepec onde fica o Museu Nacional de História, Museu Nacional de Antropologia, Museu de Arte Moderna, Museu de Arte Contemporanea, Centro Cultural além das diversas feirinhas e vendedores ambulantes espalhados por todo o lado. É muito fácil passar o dia inteiro no parque e se perdendo no meio da natureza.

O parque é cortado pela principal avenida da cidade chamada Paseo de la Reforma.

Castelo de Chapultepec

Construído a mando de um vice-rei espanhol no topo mais alto da colina de Chapultepec para servir de casa de campo real, o castelo passou por diversas funçoes desde que a coroa espanhola o vendeu para o governo da Cidade México por falta de verbas. De casa de campo passou à colégio militar, que virou um forte durante a guerra mexicana graças à privilegiada localização – depois voltou a ser moradia e agora é casa do Museu de História Nacional.

O que primeiro foi construído como casa de campo distante da cidade, hoje fica no coração de uma das maiores cidades mundo, numa área nobre com uma das melhores vistas da cidade. Vale a pena a visita ao museu, que fica aberto das 9h às 17h com entrada a 65 pesos.

Museu da Antropologia

Acredito ser o museu mais famoso da cidade (e estamos falando da cidade de Frida Kahlo) por ter em seu acervo a famosa Pedra do Sol que era usada como calendário pelo povo Asteca, e outros artefatos importantes do período pré-colombiano.

O museu é enorme e dividido em diversas categorias diferentes e dentre elas você encontra as cabeças de pedra gigantes da civilização olmeca encontradas nas selvas de Tabasco e Veracruz, tesouros da civilização maia recuperados do Cenote Sagrado de Chichen Itza, uma réplica da tampa do sarcófago de Pacal, o grande encontrado em Palenque e mostras etnológicas da vida rural mexicana contemporânea. Tem também uma maquete da localização e planta da antiga capital asteca Tenochtitlan, local hoje ocupado pela zona central da moderna Cidade do México.

2º Dia: Zócalo & Parque Alameda Central

Zócalo

A principal praça da cidade (e a quarta maior do mundo!) está localizada no centro do Centro Histórico da cidade, foi o berço político e religioso do Império Asteca. Das pedras das piramides Astecas os espanhois decidiram fazer a Igreja Metropolitana que até hoje encontra-se ali.

Os espanhois, famosos por não se importarem com a cultura dos povos conquistados, construíram em cima dos monumentos Astecas fazendo-os desaparecer. Em Zócalo, em 1970, foram encontradas ruínas ao lado da Igreja, do chamado “Templo Mayor” que resultou numa série de escavações e posteriormente, um museu que leva o mesmo nome.

Parque Alameda Central

Seguindo pela Avenida 5 de Mayo (mais ou menos umas 6 quadras) desde Zócalo, você chega no Palácio das Belas Artes, que fica no início do Parque Alameda Central. A construção é belíssima e abriga as obras mais famosas presentes no país.

Há menos de 5 minutos caminhando do Museu de Belas Artes, ao redor do parque, há outros dois museus importantes e que valem a visita: o Museu da Memória e Tolerância e o Museu do Diego Rivera (marido da Frida Kahlo). Não perca os dois, são experiências únicas – eu geralmente costumo visitar museus ligados à segunda guerra/ memória de ditaduras e eu achei esse especial, me deu uma sensação que poucos me deram, foi quase como estar em Berlim novamente.

Andando pelo parque você encontra diversas barraquinhas locais e muito movimento.

3º Dia: Museu Casa Azul & Mercado de Coyocutan

Museu Casa Azul

Finalmente chegou o dia de conhecer o famoso Museu da Frida Kahlo (ou você pode fazer isso primeiro já que esse roteiro não tem uma sequencia que precisa ser seguida).

Uma dica: compre com antecedencia e chegue cedo. Eu não fiz nem um nem outro e passei mais de uma hora na fila (no calor!) pra conseguir entrar. Também havia fila para quem tinha os bilhetes online, mas era menor.

A casa azul é onde a Frida nasceu e morreu, apesar de ter vivido em diferentes partes do México e do mundo, foi ali que sua família sempre esteve. Tem um jardim incrível e as coleções mais importantes da mais famosa pintora latino americana do mundo. A casa virou museu em 1958, 4 anos após a morte de Frida.

Você precisa pagar a mais para ter a permissão para tirar fotos, mas acredite: vale a pena.

Mercado de Coyocutan

Pertinho da Casa Azul você encontra o Mercado de Coyocutan, que está localizado no bairro desde 1956 e se destaca por ser colorido, alegre e, sobretudo, por ser um espaço em que várias peças da república mexicana se unem.

4º Dia: Piramides de Teohuacatan e Basílica da Virgem de Guadalupe

Na minha opinião, o dia mais importante da viagem. Se você tem apenas dois dias na Cidade do México, reserve um para fazer esse bate e volta, foi a experiência mais incrível que eu tive na capital.

Basílica da Virgem de Guadalupe

A Basílica da Nossa Senhora de Guadalupe é o segundo santuário católico mais visitado no mundo, perdendo somente para a Basílica de São Pedro. A Basílica de Guadalupe recebe mais de 20 milhões de visitantes ao longo do ano e inumeráveis peregrinações de todo o México, tendo inclusive, superado a Basílica de São Pedro em número de visitantes no ano de 2006. Todo ano milhares de mexicanos peregrinam para a Basílica de todas as partes do país.

Há duas basílicas localizadas na mesma praça, uma antiga de 1700 e outra mais nova de 1970. A razão para a construção da nova foi o terreno onde a antiga está localizada – devido à intensa visitação, o terreno começou a ceder. O famoso manto da Virgem de Guadalupe está na basílica mais nova e pode ser observado passando por uma escada rolante.

Pirâmides de Teohuacatan

Que lugar incrível! Recomendo fortemente fazer o tour com um guia local que saberá contar a história com todas as suas curiosidades e detalhes.

O povo de Teohuacatan é mais antigo que os Astecas, que quando chegaram ao local já o encontraram deserto – muito do que se sabe desse povo, foi estudado pelos próprios astecas. As principais atrações são as Pirâmides para os deuded do Sol e da Lua, que ficam uma em cada extremidade do terreno, ligadas pela Rua dos Mortos. Não parece longe quando você avista de uma delas, mas acredite: é – por esse motivo é recomendo fazer o trajeto entre as duas de carro (ou taxi se você for de transporte público).

Se você tem mais um dia de sobra na Cidade do México ou tem uma paixão por ruínas de antigas civilizações, não perde esse post AQUI.