Talvez um lugar que você nunca tenha pensado em visitar, mas merece ser colocado na listinha de lugares para ir: Estônia. O centro histórico da capital com seu ar medieval é de cair o queixo! E o melhor: devido ao seu tamanho ele pode ser completamente visitado em um dia. Então, o que fazer em Talín, na Estônia?

Primeiro, vamos a algumas informações básicas sobre o país:

Moeda: euro

Língua: estoniano

População: cerca de 1,3m (25% russos)

Independência: 1920 e de novo em 1991 (eles comemoram as duas datas)

Pelas ruas de Talín

Como vocês podem ver, é um país muito pequeno e a capital reflete isso, é mini. E linda! A parte antiga da cidade é, de longe, a mais visitada pelos turistas, pois tem um aspecto medieval e é muito bem preservada. Você encontra o primeiro café, primeiro bar, primeira farmácia da cidade, tudo lá inteirinho. O centro histórico é dividido em duas partes, a maior chamada Vanalinn e uma menor com uma ilha chamada Toompea.

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Como chegar?

Se você vai de balsa de Helsinki (veja aqui como chegar de HKI à Talín) ou de St Petersburg, chegar ao centro histórico é bem fácil. Eu fui seguindo o fluxo das pessoas à minha frente haha mas basta pegar a rua Sadama (ou Kai, depende o terminal em que a balsa atracar – as duas ruas são paralelas) e seguir até o final que você verá as antigas construções.

O que fazer?

Ao entrar nas muralhas, a primeira atração é o Museu Marítimo da Estônia. Seguindo adiante, você se depara com a Igreja de St. Olav, que já foi considerada o edifício mais alto do mundo no século XIV. É possível subir até o alto da torre, com 124m, durante a primavera e o verão.

Sugiro virar na rua da Igreja para conhecer melhor e também fugir da manada de turistas que seguirá o mesmo caminho até a praça principal da cidade. Assim, você chegará em paz na Torre Epping, um pedaço da muralha com 3 torres do século XV e informações sobre o tempo medieval da cidade. São 2 euros para subir (1,5e para estudantes).

Seguindo adiante, há a Praça das Torres, uma praça com uma ótima vista para as torres que você acabou de visitar (ou apenas passar). Desde de 2009 é realizado o festival das flores durante o verão, e vale a pena passar por ali nessa época.

Voltando para a rua anterior e seguindo até o final, você passará por uma grande parte da muralha, alta e irreverente. Isso porque Talín esteve em constante ataque e era cobiçada por seus vizinhos pela posição estratégica de seu porto e, nos dias atuais, ainda tem 1,9km das antigas muralhas de pé; é um dos fortes medievais mais bem preservados da Europa.

Seguindo reto, você entrará na parte chamada “Toompea” e há diversos pontos para fotos pois é uma parte mais alta da cidade. A primeira aparição será a Catedral Russa do Santo Alexander Nevsky, igreja ortodoxa do estilo russo, construída em 1900, que contrasta com o estilo medieval da maioria das construções. É linda, vale a pena conferir!

Há alguns passos da catedral russa, está a Catedral Luterana da Virgem Maria, instalada no local antes de 1233 e que foi reconstruída diversas vezes com o passar dos anos. É possível subir na torre de 69m que compõe a Igreja.

Logo na frente da Igreja há dois pontos de observação da cidade e seguindo pelas ruas Rahukohtu e Dom-Ruutli, você chega em outros dois que tem a vista para o centro histórico. São lindas e valem muito a pena se você gostar de vistas panorâmicas!

Descendo a rua Toompea, você chegará a um dos meus lugares favoritos: Museu da Ocupação. São 6,5 euros para entrar e vale cada centavo. O museu conta a história da Estônia durante o período de 1940-1991, quando o país foi ocupado pela Alemanha e pela Rússia. Lá se conta como o país sofreu durante a II GM e sobre as perseguições do povo cigano – há audio guia disponível para os interessados e muita informação disponível, com vídeos, murais e objetos da época.

Ajuda muito a entender a sociedade nos dias atuais. Há um subsolo com exposições temporárias e quando eu visitei o museu a exposição era sobre migrações na Estonia e imigrantes na Suécia. Passei duas horas ali dentro que pareceram 30 minutos.

Seguindo a rua principal, você chegará à Praça da Independência, a estátua de cruz vista do lado esquerdo da praça é um símbolo da Guerra da Independência travada entre 1918 e 1920. É um símbolo de nacionalismo e onde celebrações nacionais são realizadas. No final de semana que eu visitei a cidade diversas comemorações estavam acontecendo e a praça estava cheia de gente com roupas típicas, cantando e dançando.

Passando a estátua e entrando na rua Harju e continuando na Kullassepa, você chega na Praça Principal da cidade. Há diversos restaurantes, cafés e museus ali. Num dia de sol eu recomendo escolher um restaurante ou café e sentar do lado de fora para apreciar o movimento. A maior construção do local é a antiga prefeitura, que é a prefeitura gótica medieval mais bem preservada do norte da europa.

Por ali também é possível encontrar o Museu da Fármacia – que é a primeira farmácia da cidade – fechada aos domingos e o Museu da Fotografia, que conta a história da fotografia da Estônia e o mais interessante é que o museu encontra-se dentro da antiga prisão da cidade. Não achei que vale muito a pena, a não ser que você seja apaixonado pela história da fotografia (mas entrar na antiga prisão é interessante).

Outro museu que vale muito a pena é o Museu da História da Estônia onde diferentes tipos de exibições mostram como as pessoas viveram, lutaram e sobreviveram ali nos últimos 11.000 anos. Bem na frente do museu você encontra o primeiro café da cidade, onde os famosos Marzipans podem ser encontrados – é também um museu chamado Malev Marzipan Room.

Há outros pontos que podem ser visitados na cidade, como o Museu das Artes e Design, Museu da Saúde da Estônia, Museu da cidade de Talín, Museu da História Natural da Estônia, Teatro e Museu da Música, Portões VIru, entre outros.

Há muito o que explorar dentro da cidade e, se você quiser conhecer todos os lugares, um dia apenas não será o suficiente, porém é possível conhecer bastante e sentir a vibe da cidade apenas com um bate e volta.