Quando ouvimos falar de Alemanha muitas coisas vem a nossa cabeça, oktoberfest, berlin, segurança, desenvolvimento, pretzel… arrisco dizer que belezas naturais não se encontram no topo da lista. E é exatamente sobre isso que viemos falar nesse post.

Um dos muitos lados positivos de escolher visitar a Bavária (normalmente Munique) é que a região está preparada para todas as estações. No inverno, por ser perto das montanhas, existe a possibilidade de estar em estações de Ski em 1h ou mais de transporte público partindo da capital do estado. E, no verão, o sul da Alemanha oferece diversos lagos lindos e muito, muito bem preservados.

Abaixo você pode conferir algumas dessas belezuras. E não esqueça: você pode chegar em todos os lagos usando o Bayern Ticket (que já falamos aqui no blog).

Lagos no Sul da Alemanha

Starnberger See

Talvez o mais famoso deles, por ser de fácil acesso de Munique (está dentro do ticket XXL do transporte público) e por ser o local onde o famoso – e louco – rei da Bavaria Ludwig II se afogou e acabou morrendo. É um lago muito grande, sendo possível velejar e fazer esportes aquáticos – porém tudo dentro das normas locais pois eles tem uma severa fiscalização para manter a água despoluída.

Há também diversos clubes na beira do lago como se fossem beach clubs mesmo, já que os lagos são feitos de praia pelos moradores e turistas. É uma área nobre da cidade e morar ali passa longe de ser barato, não por menos é onde fica a casa de veraneio de muitos europeus.

É um ótimo local para sair do trabalho e aproveitar as últimas horas de sol do dia (no alto do verão chega a escurecer apenas às 22h). Só levar uma toalha e estica-la na graminha, ou ficar nos trapiches aproveitando os raios solares.

Bodensee

Bodensee é um lago com um quê especial por estar na divisa de três países: Alemanha, Áustria e Suíça. Em português, recebe o nome de Lago de Constança, nome da cidade Suíça que adentra o lago. É também um lago bem grande e percorrer sua margem de bicicleta passando pelos três países é uma atividade bastante praticada pelos locais e turistas.

Uma peculiaridade que eu percebi (pelo menos do lado alemão) é que a maioria das casas termina com o jardim diretamente no lago, com escadinha e tudo, então para quem está lá à passeio existem as praias públicas – infelizmente elas fecham em determinado horário (não me recordo qual, mas era meio cedo). Provavelmente existem hotéis na beira do lago também.

Königssee

Já mencionado aqui no blog por ser um passeio incrível de se fazer, o Königssee fica há algumas horas de trem de Munique, quase na fronteira com a Áustria. Tem uma água verde maravilhosa e vale muito a pena separar um dia para conhecer se você gosta de natureza, pois ele se encontra num parque nacional belíssimo.

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Um dos possíveis passeios é pegar um barquinho elétrico que para em dois pontos diferentes, o primeiro com uma igreja e o segundo onde se faz uma trilha para a maior cachoeira alemã – com 400m de altura.

Obersee

Do ladinho do Königssee, está o Obersee. Diferentemente do primeiro, não é possível andar de barquinho por ele, você deve descer na segunda parada e seguir à pé. A parte boa é que é possível entrar para nadar – se você tiver coragem!

É lindo demais, tem apenas um restaurante na frente com uma cerveja própria feita com a própria água do lago, ou seja, muito pura. E também leite fresquinho – você encontra diversas vacas no meio da trilha para a cachoeira.

Ammersee

O Ammersee é o sexto maior lago da Alemanha e sua altitude é de 520 metros. É atravessado pelo rio Ammer um afluente do rio Isar, que corta a cidade de Munique e faz a alegria da cidade dentro do Englischer Garten, e muda de nome para rio Amper quando sai do lago. Há diversas cidades em volta do lado e uma que vale muito a pena conhecer é Andechs, já mencionada aqui no blog.

 

Chiemsee

Last but not least, o maior lago da Bavaria, a 80km de Munique. Famoso pelas suas ilhas, as duas mais conhecidas levam o nome de Ilha Herrenchiemsee ou Herreninsel (“ilha dos homens”) e Ilha Frauenchiemsee ou Fraueninsel (“ilha das mulheres”), onde se encontram, respectivamente, o Palácio de Herrenchiemsee a famosa réplica do Palácio de Versalhes que nunca foi concluído, o Museu do rei Ludwig II (opa, já falamos dele no post, lembra?) e o Mosteiro Agostiniano, e um convento de 782 com uma pequena aldeia.

As visitas valem mais a pena ser feitas durante o verão pois no inverno os jardins estão mortos e as estátuas cobertas por panos para evitar que se danifiquem com o clima da região.