Essa edição do Morando por aí está super especial, quem vem contar a sua história é a Letícia de 23 anos, graduada em Ciências Biológicas. Em 2013/2014 ela morou em Wollongong na Austrália e voltou para lá ano passado, morando agora em Newcastle. Vem entender um pouco mais essa história:

O que você foi fazer na Austrália?

Em 2013, vim para realizar o Intercâmbio do Ciências Sem Fronteiras, foi quando conheci meu namorado. Ele se mudou comigo para o Brasil em 2015, mas com a recessão econômica do pais, quando ele recebeu uma proposta de emprego na Austrália em 2016, nos não exitamos em voltar. No momento estou à procura de emprego como professora de ensino médio na Austrália, e trabalhando como garçonete num restaurante de tapas espanholas.

Whitsunday Island: a praia numero 1 da Austrália

O que te levou a escolher a cidade/país?

Inicialmente, eu escolhi Portugal, mas naquele ano o pais decidiu que não receberia os alunos do CSF. Então o governo nos ofereceu outras opções com um adicional de seis meses para o curso de inglês. Como minha área e biologia, e sou apaixonada pelos trópicos, a escolha mais apropriada me pareceu a Austrália (e eu estava 110% correta). Enquanto desta ultima vez foi a necessidade financeira.

Você fez o processo sozinha (o) ou por intermédio de terceiros?

Em 2013, como vim pelo Ciências sem Fronteiras, programa do governo brasileiro, todo o processo foi intermediado pela CAPES e pela IIE (International Institute of Education). Agora em 2016, foi um longo processo (e caro) processo que fiz com auxilio do meu namorado; esse visto demorou exatamente uma gravidez para ser aprovado.

Qual foi a documentação necessária?

Em 2013, só precisei ter feito ENEM, histórico de notas traduzido e passaporte. Em 2016, usei todas aquelas tranqueiradas românticas e práticas que eu tinha guardado durante nosso namoro (fotos, cartões postais, SMS, e-mails, histórico do Facebook, recibos de viagens, contratos de aluguel, contas de energia, extratos bancários, etc.); mais averiguações de caráter e identidade exigidos pelo Governo Australiano.

 Blue Montains, NSW, Australia

Como escolheu onde morar?

Em 2013, eu sabia que estaria chegando com um grupo grande de brasileiros, mas como queria aperfeiçoar meu inglês o mais rápido possível, decidi morar numa república australiana (sharehouse). Para ser sincera, eu não aguentei por muito tempo, e acabei me mudando com amigos brasileiros que, no fim, se tornaram minha família.

Sei que muita gente quando vai para o exterior quer ficar bem longe dos seus compatriotas para poder melhorar a imersão cultural e a aprendizagem do idioma local, mas meu conselho é que se você for ficar por muito tempo num único local, é bom saber equilibrar o contato entre nativos e compatriotas, assim você evita uma homesickness muito “braba”.

Eu e minhas “sister-housemates”, Iasmin (RN) e Debora (RS) no Opera House em Sydney.

Como foi chegar no lugar, qual foi sua primeira impressão? Te receberam bem?

Foi amor à primeira vista. Os australianos, apesar de serem um poucos mais polidos que nós, brasileiros, são imensamente amáveis. Eles sempre estão prontos para te ajudar.

Como era sua rotina?

Minhas aulas se dividiam entre manhã e tarde durante a semana, eu passava bastante tempo na universidade, estudando na biblioteca (que era divina e cheia de puffs e sofás confortáveis) ou apenas sentada na grama tomando sol e conversando com os meus amigos. Nos finais de tarde, eu geralmente ia a praia com meus housemates e com meu namorado. As quintas e sábados, nos sempre íamos a um night club perto de casa ou fazíamos festas no nosso apartamento.

Como era o clima por lá?

O clima do litoral no sudeste australiano é basicamente idêntico ao clima do litoral no sudeste brasileiro. Verão quente e com chuvas, inverno frio e seco.

Quais os lugares que você mais gostava de frequentar?

Em Wollongong eu gostava muito de ir a universidade, a praia e de fazer as trilhas por volta da cidade. Aqui em Newcastle, eu continuo curtindo ir a praia, mas também gosto de ir aos parques.

 Praia de Newcastle

Quais os lugares que não estão nos roteiros turísticos típicos mas vale a pena conhecer?

Se você estiver em Wollongong, definitivamente vale a pena ir comer um sanduiche do Chickos, uma versão australiana do nosso podrão, mas também vale a pena fazer os bush walks do Monte Keira que tem uma visão incrível. Aqui em Newcastle, o centro da cidade é bem pequeno e para ser sincera são as coisas turísticas o que a cidade tem de melhor, fora isso, existem os parques de conservação ao redor da cidade (mas o acesso requer carro).

Qual o custo de vida da cidade?

Para cidades australianas, ambas Wollongong e Newcastle são cidades de custo médio de vida. Isso sempre depende de como e aonde você vive, mas eu diria que com cerca de AU$1000 mensais pode-se viver bem, com alimentação de qualidade e acesso a lazer.

O que você mais gostou de fazer durante sua estadia?

Definitivamente a road trip de 10 dias saindo de Wollongong até Whitsundays, e o mergulho na grande barreira de corais em Cairns.

Eu e o nemo, o nemo e eu na grande barreira de corais em Cairns

O que não se pode deixar de trazer de lá?

Tim tams, que são esses biscoitos com chocolate só que muito melhores que qualquer biscoito com chocolate que você já comeu na vida.

No geral, como foi sua experiência? O que você recomendaria e não recomendaria?

Minha experiência foi incrível, tanto que não pensei duas vezes antes de voltar. Eu recomendo que se você vier para Austrália, deixe qualquer preconceito e qualquer vontade de tirar vantagem para trás. A Austrália é um país com muita diversidade cultural e étnica, a maioria dos australianos dão o seu melhor para ter uma sociedade justa e equalitária. Machismo, racismo ou exibição de bens não são bem vistos aqui, e muito menos tentar tirar vantagem dos outros.

 Nascer do sol em Wollongong

Alguma curiosidade que deseja compartilhar?

Quando você visitar a Austrália, caso você não vá dar aquela esticadinha até a Asia, vá a restaurantes asiáticos (vietnamita, japonês, coreano, chinês, não importa), eles são sempre muito bons devido a quantidade de imigrantes do pais.

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E-mail: leticia.thiane@hotmail.com

Instagram: @leticiathiane




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