Se você está planejando fazer uma viagem pelo leste europeu com uma passadinha pela praia, deve estar se perguntando o que incluir. Nesse post, explico como planejei meu roteiro de 12 dias por Budapeste & Croácia. E principalmente como se locomover de uma cidade à outra!

Na hora de montar o roteiro, a dúvida é sempre qual a melhor maneira de se deslocar de uma cidade para a outra: carro, trem, ônibus, avião? Um ponto positivo do velho continente é que você sempre pode optar por uma das quatro opções, basta ver qual tem o maior custo benefício de acordo com o que você está procurando!

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Nessa viagem eu resolvi explorar Budapeste, na Hungria, e a Croácia (Zadar, Hvar e Dubrovnik). Como não encontrei muita informação quando estava pesquisando, abaixo eu compartilho a minha experiência indo de um país para o outro.

De Budapeste para Croácia: como ir?

O jeito mais fácil de ir de Budapeste para a Croácia é parando em Zagreb, seja de ônibus, trem ou avião. Além de ser a capital, e por esse motivo ter o acesso facilitado, é também a “grande” cidade mais próxima da Hungria. O problema foi que eu não havia incluído Zagreb no meu roteiro… O plano era ir diretamente para a costa, mais precisamente a cidade de Zadar.

A solução que eu encontrei foi alugar um carro na saída de Budapeste, mas as taxas para alugar em um país e devolver o carro em outro ficaram muito caras. Então a decisão foi ir de ônibus de Budapeste à Zagreb (foram menos de 4 horas, saímos as 8h e chegamos antes do meio dia na capital). De lá, alugar um carro e explorar a Croácia.

Se você se programar melhor que eu (haha) e conseguir alugar um carro saindo de Budapeste com um preço decente, são quase seis horas dirigindo até Zadar. No caminho há muitas paradas interessantes, se você estiver com tempo.

Há o Lago Balaton na saída de Budapeste em direção à Zagreb e a cidade de Siofok em mais ou menos uma hora (107 km). Siofok é a cidade mais importante do lago Balaton, maior lago de água doce na Europa Central, e centro balneário mais importante na Hungria.

Após a parada, ainda se tem mais ou menos duas horas até Zagreb, capital da Croácia. E de Zagreb até Zadar são pouco menos de três horas de carro.

Como se locomover em Budapeste?

A pé!!! Eu me locomovi apenas de transporte público em Budapeste e andei muito a pé! Andar é o melhor jeito, na minha opinião, de conhecer a cidade. Você passa por lugares que não prestaria atenção de carro ou acabaria nem vendo se estivesse de metro. Pelo que pude perceber nos meus poucos dias na cidade, Budapeste utiliza mais ônibus e trams que o próprio metro.

No final do dia não existe sensação melhor que chegar no apartamento com aquele cansaço de quem bateu perna o dia inteiro, tomar um banho e decidir onde ir depois. Eu não achei necessário alugar um carro para a cidade (tirando para o acesso à Citadella, mas isso merece um post individual).

Como se locomover na Croácia?

Dentro da Croácia você tem basicamente duas opções: carro ou ônibus. Como eu não queria perder muito tempo indo de um lugar para o outro, acabei alugando um carro. Mas já ouvi muitas pessoas falando que comprar os tickets de ônibus (mesmo na hora) vale muito a pena.

Uma experiência interessante que eu tive na Croácia foi usar o Blablacar, aplicativo que oferece carona à viajantes. No caso, usamos para oferecer carona de Zagreb à Zadar. E não é que acabamos ajudando um velho amigo do meu namorado? Totalmente inesperado.

Atenção! Se Hvar estiver no seu plano de viagem, fique atento que o preço do carro para a balsa Split – Stari Grad (na Ilha de Hvar) é bem salgado. Você precisa pagar por pessoa (47 kn) + o carro (318kn). Quando eu fui a taxa de conversão era mais ou menos a 0.5 kn para um real, ou seja, divide tudo por dois e você tem o valor aproximado. Se Hvar fizer parte dos seus planos, você pode encontrar mais infos nesse post aqui.

A vantagem do carro é poder explorar cantos mais afastados e poder ficar hospedado em lugares mais tranquilos fugindo dos preços exorbitantes que algumas localidades tem no centro da cidade. A desvantagem é sempre precisar de lugar para estacionar e pagar a gasolina.

Dentro de Dubrovinik eu li que não vale a pena ficar de carro porque o principal da cidade encontra-se dentro da cidade velha que é cercada por muralhas, ou seja, não se pode entrar com carro lá, então devolvemos o carro logo no primeiro dia na cidade, que era a última da viagem.