Como todos aprendemos na escola, a Alemanha foi um dos palcos da II Guerra Mundial, e Berlim por ser a capital do país, não poderia ter um papel mais central na história nacional – e mundial. Para que isso fique sempre vivo em nossas mentes e que as atrocidades cometidas nunca se repitam, bem como pra honrar aqueles que perderam suas vidas, muitas das exposições, museus e memoriais tem a entrada de graça em Berlim

Nesse post, a nossa leitora Felícia Campos conta pra gente alguns lugares que você pode visitar de graça em Berlim e conhecer mais sobre a história da guerra:

Topografia do Terror

Onde? Niederkirchnerstraße 8

Como chegar? Pegue o S-Bahn Anhalter Bahnhof, ou U-Bahn Stadtmitte, fica bem no centro da cidade.

É uma exposição bem interessante, com grande infraestrutura, e a maior parte da exposição é de graça em Berlim. Conta a história da Segunda Guerra Mundial e do partido Nazista, com quadros colocados onde antes ficava o Muro de Berlim. E há também uma parte coberta onde você tem mais detalhes, e um fato interessante é que também relata como a Guerra afetou outros países – até o Brasil.

Dica: Fica ao lado de um dos melhores museus de arte em Berlim, o Martin Gropius Bau. Vale a pena passar e ver o que está acontecendo por lá!

Exposição “Cotidiano da DDR”

Onde? Schönhauser Allee 36

Como chegar? U-Bahn: Linhas U2, estação Eberswalder Straße

Em Novembro de 2013 foi inaugurada uma exposição que tem como foco o cotidiano na antiga Alemanha Oriental (DDR). Digamos que seja uma versão de graça do que vocês podem ver no Museu da DDR. Vale a pena visitar o museu e aproveitar para dar uma volta no bairro de Prenzlauer Berg, com muito de sua arquitetura pré-guerra, boutiques e bons exemplos da vida cotidiana de Berlim.

 

Portão de Brandemburgo

Onde? Pariser Platz

Como chegar? Metrô, linha U55, estação Brandenburger Tor

Possivelmente o monumento mais famoso da cidade, muitas vezes usado como cartão postal. É aqui que você poderá suas fotos e sentir-se em Berlim.

Dica: Se você seguir a looonga (longa mesmo…) rua atrás do Portão de Brandemburgo, você encontrará um outro monumento bonito, o Siegessäule, uma coluna gigante com a deusa da Vitória dourada no topo (comemorando a vitória da Prússia sobre a Dinamarca, no século XIX). Dá pra subir e ver a cidade lá de cima… Seria o equivalente a subir no arco do Triunfo em Paris, na minha opinião.

Memorial soviético no Treptower Park

Onde? Puschkinallee

Como chegar? S-bahn Treptower Park / Bus 166, 167 ou 265 Herkomerstraße.

O monumento é, na verdade, o cemitério onde estão enterrados os soldados soviéticos que lutaram para liberar Berlim em 1945. Sim, é um lugar extremamente político, grandioso.

Coroado com uma estátua gigantesca de um soldado anônimo soviético segurando um bebê e usando uma espada para quebrar uma suástica aos seus pés, o memorial não tem nada de sutil, mas talvez nisso esteja sua força. O mármore foi usado para contar a história do envolvimento soviético pela perspectiva de Stalin.

Memorial do Holocausto

Onde? Cora-Berliner-Straße 1, ao lado do Portão de Brandemburgo, menos de cinco minutos andando.

O monumento é uma homenagem às vítimas do Holocausto, uma obra de arte moderna que lembra mais um cemitério gigante. Cada pessoa tem a sua própria impressão do local, cada um reage com a obra do seu jeito, isso que eu achei o mais fascinante. Na minha percepção, o artista foi muito feliz com o memorial.

Você começa a andar pelos pilares e eles vão aumentando de tamanho à medida que você vai adentrando a obra, e não é por todos os corredores que você pode entrar, além do chão ser super irregular. Não é uma sensação gostosa – e acredito que esse é o objetivo.

Acredito que não tem como pular esse monumento na sua viagem à Berlim.

Centro de Informação do Memorial do Holocausto

Onde? Embaixo do Memorial do Holocausto.

A exposição traz informações sobre as vítimas do Holocausto – aquele tipo de informação que geralmente se espera ver em um memorial, mas que Peter Eisenman preferiu silenciar. É mais pesado que apenas visitar o Memorial, porque no primeiro você reflete e se envolve com os próprios sentimentos, mas no Centro de Informação você sente as histórias de quem passou por tudo aquilo.

Dica: Eu deixaria para o fim do dia, pois depois de sair dali as minhas forças estavam esgotadas.

A entrada é sempre gratuita, mas fecha nas segundas-feiras.

Esse post foi escrito com a colaboração de uma amiga querida, Felícia Campos. Quer colaborar com o blog também? Entre em contato!