Já imaginou como é morar em Budapeste, capital da Hungria? A estudante de administração na UDESC, Luiza Demasi, vem nos contar como está sendo sua experiência como estagiaria da Sony na cidade! Ela conseguiu a vaga pelo programa Talentos Globais da AIESEC, sobre o qual você pode ler mais aqui.

Budapeste

Quer saber mais? Confira o relato abaixo!

O que te levou a escolher a cidade/país?

Eu queria morar em um lugar bem diferente da cidade onde eu cresci, Floripa. Budapest esta no coração da Europa, é uma cidade super cosmopolita, histórica e barata!

Você fez o processo sozinha ou por intermédio de terceiros?

Para buscar o estágio, usei principalmente a plataforma da AIESEC. Acredito que eu acertei em fazer um CV em inglês de uma só pagina, o qual eu adaptava para cada vaga. Mandei para todos os endereços de e-mails possíveis e usei o LinkedIn.

Qual foi a documentação necessária?

Aqui em Budapest, assim como muitos países da europa, tive a opção de vir como turista e aqui me aplicar ao visto por meio de “Resident permission’’.

Como escolheu onde morar?

Eu gosto de morar em lugares calmos e próximos a natureza. Como Budapest tem um dos melhores transportes públicos do mundo, escolhi morar numa região mais afastada, onde tem um lindo parque –com feirinha ao ar livre aos domingos e pista de corrida – e ao mesmo tempo é possível chegar na ‘’night’’ todos os dias.

Para quem conhece Pest, esse lugar é a Hero Square, um dos principais pontos turísticos da cidade.

 Parlamento e Rio Danúbio

Como foi chegar no lugar, qual foi sua primeira impressão? Te receberam bem?

Quando cheguei era verão e a cidade estava ainda mais movimentada do que o normal. Logo reparei na arquitetura, os prédios são baixos, cinzas e antigos. Não é fácil de memorizar o nome de ruas e terminais, Húngaro é a terceira língua mais difícil do mundo. Só perdendo para as asiáticas. Quando eu cheguei, talvez pelo fato de que eu iria morar aqui por no mínimo um ano, fiquei pensando ‘’o que eu estou fazendo aqui?’’. Budapest é uma festa estranha com gente esquisita. Mas a cada dia acho mais charmosa e aprendi a gostar do povo, que num primeiro momento é bem fechado e rude aos olhos de brasileiros.

Como é sua rotina?

Eu trabalho na Sony e é a minha primeira experiência numa multinacional. São 8 horas por dia, às vezes pode ser puxado. Por outro lado, os europeus respeitam muito a qualidade de vida e quando estou fora da empresa, não penso em trabalho. Eu aproveito para curtir a cidade, adoro o cinema ao ar livre na CorvinRooftop, no verão fiz muito picnic na ilha, Margaret Island e agora no inverno vou quase semanalmente tomar um chocolate quente artesanal na RomKafé.

Como é o clima por aí?

Verão muito quente, inverno muito frio. As cores e as pessoas vao se transformando com as estacoes do ano. Até mesmo os barzinhos e baladas não são os mesmos nas diferentes estações. Se você for para Budapest no clima quente, procure as festas perto do rio Danubio, rooftops e vá tomar um vinho na Deak, onde as pessoas ficam ‘’hangingout’’ sentadas no chão, perto da piscina pública. Perto do natal, acontecem os Cristmas’ Markets com muito vinho quente, comidinhas gostosas e luzinhas nas principais praças. Quando está frio, as pessoas se aconchegam mais em ruins pubs, os famosos bares nas ruínas que, sinceramente, são super visitados o ano todo.

 Festival Sziget

Quais os lugares que você mais gosta de frequentar?

Já falei de bares e parques, então aqui vou comentar sobre as lojinhas retros! Eu gosto de garimpar e Budapest tem muitos achados. A Sputnik, por exemplo, é uma loja que mistura vintage/brechó com produtos atuais, uma especie de releitura fashion. Tambem tem a Retrock, bem anos 60. A rede de secondhand chamada “Cream” tem jaquetas de inverno lindas por menos de 30 reais! (uns 3 500 florints, moeda local)

Quais os lugares que não estão nos roteiros turísticos típicos mas vale a pena conhecer?

De bicicleta, vale a pena subir a AndrassyUtca (avenid nobre) até as mansões abonadas e embaixadas.  Também gosto muito do pôr do sol na Citadella ou na libertybrigde. Alias, essa é uma das principais pontes sobre o Danubio e durante o verão rola festas e músicas ao vivo! Só checar a programação do http://welovebudapest.com/

 Pôr do sol

Qual o custo de vida da cidade?

Alem da moeda ser desvalorizada em relação ao euro, o custo de vida também é barato. Uma cerveja custa 300 florins, isso é um pouco menos que 1 euro! Por isso Budapest tem atraído muitos turistas (principalmente jovens mochileiros) e empresas multinacionais que instalam seus business hubs aqui em busca de mão de obra qualificada e barata.

O que você mais gostou de fazer durante sua estadia?

Até o momento, o dia que mais lembro com carinho foi meu aniversario. Eu tinha acabado de chegar na cidade, mas como gosto de comemorar, fiz um evento no Facebook e convidei todo mundo que eu conhecia na cidade para um picnic na Margaret Island. A galera trouxe comida, bebida e instrumentos musicais. Virou uma grande festa até o por do sol! Também gostei muito de passar o natal com a família do meu namorado Húngaro, foi um ‘’white Cristmas’’ como nos filmes americanos.

 Picnic de aniversário

O que não se pode deixar de trazer de lá?

Páprica (pimenta típica) – tem uma versão doce e uma picante. Os húngaros usam para fazer seus principais pratos típicos. Palinca – cachaca húngara.

No geral, como foi sua experiência? O que você recomendaria e não recomendaria?

Ter vindo para Budapest foi uma das melhores escolhas que eu poderia ter feito. Sinto que estou vivendo meus 20 poucos da forma que eu sempre sonhei…muito bons momentos, auto conhecimento e rodeada de pessoas especiais.

Alguma curiosidade que deseja compartilhar?

Chico Buarque, em seu livro, Budapest, ja avisou: Húngaro é a única língua que o diabo respeita!

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