Pelo o que eu pude ver de Berlim, quatro dias é o mínimo de tempo para conseguir desfrutar de verdade da cidade, com calma e aproveitando bem tudo. A cidade é grande, bem conectada com transporte público e com muitas atrações para ver! O que mais me encantou sobre Berlim foi a energia da cidade, da pra sentir nas ruas a vibração das pessoas, parece que a cidade está sempre pulsando. Talvez tenha me impactado tanto pelo contraste que fez com a tranquilidade de Munique.

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 Portão de Brandenburgo

A história de Berlim por si só já é motivo de visita à essa capital tao peculiar e cheia de cicatrizes deixadas pelas guerras. A cidade foi palco de grandes momentos históricos e carrega consigo as marcas do passado. Com tudo isso em jogo, Berlim virou um espaço livre para expressão. Há arte por toda parte, artistas, músicos, jovens, empreendedores, estudantes, todos buscando um significado diferente para a vida. E é andando pela cidade que você consegue sentir essas diferentes vibrações e modos de pensar. Ninguém se importa se você é “diferente” por lá, porque ser “diferente” é “normal”; é como se a cidade dissesse “tudo bem ser quem você é de verdade” e isso foi o que mais me chamou a atenção por lá.

Vamos descobrir os encantos de Berlim? Eu fiquei de quinta à domingo na cidade, então meus planos foram  de acordo com os dias da semana, caso você vá em dias diferentes, fique atento para algumas (pequenas) mudanças.

1° Dia

Assim que eu chego na cidade já procuro me informar sobre o Free Walking Tour – se há algum disponível, quando, como, que horas. Em Berlim, obviamente, há diversos. O que eu fiz saiu do Hostel one80°, muito bom, recomendo. Eles tem três horários diferentes para o passeio: 10:30h, 12:30h e 14:30h diariamente.

Eu não fiquei hospedada no hostel mas me pareceu ser uma ótima opção, a estrutura externa de bar e hall é excelente, muito bem equipada e moderna, além de ser em um ponto estratégico no centro da cidade, perto da Alexanderplatz. Acredito que o preço deva ser um pouco salgado pelos mesmos motivos.

O Free Walking Tour passa pelos principais pontos da cidade num passeio a pé. No total, são 3 horas rodando por Berlim e anotando na mente todos os lugares que valem a pena voltar. Sempre dá para fazer esses passeios por conta própria, mas eu acho mais interessantes ouvir as histórias e fatos de quem já conhece o lugar e gosta tanto que está se oferecendo para fazer “de graça”.

Coloquei entre aspas porque apesar de não ser cobrado, no final as pessoas sempre dão gorjeta para o guia como agradecimento pelo tour, então eles são bem motivados a te prender e contar fatos interessantes sobre a história da cidade. Mas vai de cada pessoa se/quanto quer colaborar com a causa.

Principais pontos visitados

Parlamento Alemão, Catedral de Berlin, Checkpoint Charlie, Muro de Berlim, Portão de Brandenburgo, Memorial dos Judeus, Torre de TV, Pariser Platz, Ilha dos Museus e muito mais!!

Após o tour, você pode escolher voltar nos lugares que mais gostou, como entrar num Museu da Ilha dos Museus, o O Pergamon Museum é o mais famoso de lá, fica aberto de segunda à sexta das 9h às 4h e custa 12 euros a entrada. Eu escolhi ver o museu embaixo do Memorial em homenagem ao Holocausto, foi o museu que eu mais gostei de lá (vi também o Museu dos Judeus e a Topografia do Terror) e o melhor: é de graça! É de ficar horas lá absorvendo e observando tudo, mas já adianto: é um museu bem pesado, como não poderia deixar de ser. Para entrar no Parlamento alemão é preciso fazer uma reserve com certa antecedência.

Saí de lá meio esgotada emocionalmente e fui para casa tomar um banho, para a janta indico o “Mustafa Gemüsekebap”, o Kebab mais famoso de Berlim. Chegue cedo porque a fila é enorme! Juro, eu fiquei 1 hora esperando e a fila não parava de crescer. É muito bom e muito barato, e eu fui porque dá pra fazer uma vez na vida, mas muitas pessoas moram lá e vão recorrentemente. Para quem não sabe, Dönner/Kebab é uma comida super comum em Berlim, tem em toda a esquina – quase como os carrinhos de cachorro-quente no Brasil – só que mais.                 

 

2° Dia

Para o segundo dia, você pode passear a manha no Tiergarten, grande parque da cidade, fazendo um piquenique, alugando uma bike para passear ou até mesmo visitando o famoso zoológico da cidade. Não posso falar se vale a pena pois eu particularmente não gosto de zoos. Além disso, há um memorial da Guerra para ser visitado lá também.

Mais tarde, recomendo o Free Walking Tour Alternativo. O passeio segue o mesmo estilo do feito no primeiro dia, mas abrange outra parte da cidade passando pelos bairros Fredrichshain, Kreuzberg e Neukölln. É uma oportunidade maravilhosa para descobrir essa parte vibrante e viva de lá. As principais atrações são os grafites e suas histórias pelas ruas de Berlim, a história sobre como a 2 GM afeta até hoje o dia-a-dia da população e como isso é notável quando você presta atenção.

O ponto alto é o final do tour, quando o guia deixa todos na East Side Gallery, um museu a céu aberto, onde o muro de Berlim ainda está de pé e todo grafitado, mostrando o manifesto de muitos artistas sobre o ocorrido e sobre outras questões importantes também. Compre uma Berliner (cerveja local) e sente às margens do Muro e do rio que passa por ali, aproveitando a vibe do lugar. Depois você pode sair para dar uma volta a mais pelos bairros porque com certeza você terá visto muita coisa legal que vale a pena voltar para conferir.

Para a noite a dica é ir no Burgermeister, fica no mesmo bairro do passeio recomendado para hoje, endereço: Oberbaumstraße 8, Kreuzberg. Eu não consegui ir mas o local já foi considerado o melhor hamburguer de Berlim! O diferencial da hamburgueria – além da comida que deve ser deliciosa – é a sua localização: embaixo de uma linha de trem e onde antes era um banheiro público!

Alguma vez você já imaginou comer um burgão feito num banheiro? E ainda, ele ser considerado o melhor da cidade? Berlim sempre surpreende pela criatividade! No meu ver, só esse detalhe já pede uma visita!

3° Dia

Meu terceiro dia em Berlim foi um pouco diferente e fora dos planos, fui à Werder, cidadezinha a 45 minutos de Berlim conferir o ultimo final de semana da Baumblütenfest (Festival das Árvores em Flor). O festival tem duração de uma semana, incluindo os 2 finais de semana antes e depois, sempre no final de abril / início de maio, em 2016 foi de 30 de abril a 8 de maio e eu tive a sorte de estar por lá!

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Mas como é muito mais provável que você não esteja na cidade durante essa única semana do ano, vamos prosseguir aqui com o plano inicial.

Acorde cedo e vá para o Castelo de Charlottenburg, o maior palácio da cidade e claro, uma de suas principais atrações. É bem fácil e super sinalizado de chegar até lá, partindo da estação Charlottenburg-Wilmersdorf. Não cheguei a entrar no Palácio em si, que tem um custo de 10 euros, mas o jardim do complexo é lindo demais e vale a pena visitar! É enorme e você pode passar mais de uma hora percorrendo todas as atrações do jardim. 

Para a tarde, passe pelo Treptower Park, onde há um Memorial da Guerra Soviética e muitos jovens praticando todos os tipos de esportes! O Memorial Soviético é um local onde a União Soviética conta a história de como a Segunda Guerra Mundial foi vencida. É o maior monumento anti-fascista da Europa Ocidental. Em cada placa, uma parte da história, uma etapa da guerra, contada em russo e alemão (pena que nao em inglês).

4° Dia

Topografia do Terror

Último dia em Berlim e eu já estava pensando quando poderia voltar!! Acabei não acordando tao cedo, mas como meu ônibus o saía as 20:30h, ainda tinha muito tempo pela frente. Fui à Topografia do Terror, um museu gratuito ao ar livre onde parte da história da 2GM é contada em pedaços do próprio muro de Berlim.

Às 16h, o ponto de encontro é o Mauer Park! Local onde os jovens se encontram e rola Mercado de pulgas, foodtrucks dos mais diversos lugares, karaoke, show de mágica, apresentação de bandas ao ar livre – quando eu fui uma banda Australiana estava fazendo show para vender seus CDs e continuar sua volta ao mundo – não é incrível?! Principalmente pra mim porque os domingos aqui em Munique são sempre dias bem parados e ver toda aquela energia e jovens reunidos foi sensacional!

   

Espero que tenham gostado das dicas e se você já foi e sabe de um lugar imperdível em Berlim, escreve pra gente!

DICA: Conheci a Tapiocaria de Berlim num evento de comida de rua aqui em Munique e eles tem, além de diversos tipos de tapioca, açai na tigela <3 foi amor à primeira vista! Acredito que vale conferir onde eles estarão na sua estadia pela cidade e passar por lá (se você estiver morando fora e quiser muito muito comer algo do Brasil, lógico)!