Oi gente,

Meu nome é Juliana Albers Araujo e tenho 22 anos. Estudo Fisioterapia na UDESC, em Florianópolis, e atualmente participo de dois projetos por lá. Trabalho como bolsista no “Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício”, e participo voluntariamente do projeto de “Dermato Funcional”.  Eu fiz intercâmbio durante um ano e meio em Milwaukee, Wisconsin bem ao norte dos Estados Unidos (pertinho de Chicago). Fui pra lá em agosto de 2014 e voltei em dezembro de 2015, fiz um curso de inglês por 4 meses e Fisioterapia por um ano na University of Wisconsin Milwaukee.

O que te levou a escolher a cidade/país?

Eu sempre fui apaixonada pelos Estados Unidos em todos os sentidos. Sempre quis saber como era viver o “American way of life”, sua cultura e seus costumes.  Eu me apliquei pelo Ciências sem Fronteiras pra fazer intercâmbio nos Estados Unidos e o programa escolheu minha cidade.

  Atwater Park, Milwaukee

Você fez o processo sozinha ou por intermédio de terceiros?

Eu fui pelo Ciências sem Fronteiras – programa do governo brasileiro.

Qual foi a documentação necessária?

Primeiramente precisei do TOEFL, ENEM e da carta de aceitação da minha Universidade com as notas exigidas. Depois precisei do histórico escolar e histórico da faculdade traduzido. Quando fui aceita precisei fazer algumas essays de “por que eu queria estudar fora” e “quais eram meus objetivos”.

Como escolheu onde morar?

Eu não escolhi onde morar, fui obrigada a morar nos dormitórios da faculdade. Era ótimo porque tínhamos locomoção, mercado e refeitório no próprio local (além de computadores, sala de jogos, sala de estudos, academia, cozinha com televisão…). Morei com 3 brasileiras maravilhosas.

Como foi chegar no lugar, qual foi sua primeira impressão? Te receberam bem?

Desde o inicio foi tudo ótimo. Encontrei todos os brasileiros que foram na mesma chamada do CSF para a University of Wisconsin, em Milwaukee, no aeroporto de Guarulhos. Ao chegar na faculdade fomos recebidos por outros brasileiros, então estávamos em casa.

Como era sua rotina?

O meu dormitório se encontrava a uns 10 minutos de shuttle da Universidade (ônibus próprio da faculdade que nos levava para a aula e funcionava o dia inteiro). No primeiro semestre eu fiz aulas de inglês. As aulas começavam às 9AM e terminavam às 2PM, depois disso ia para casa fazer os exercícios da aula. E quando cursei a universidade os meus horários eram integrais. Os finais de semana começavam na quinta-feira (no classes on Friday). Já durante o verão eu fiz um estágio obrigatório numa clínica de fisioterapia, foi uma experiência maravilhosa.

Como era o clima por lá?

O clima era SEMPRE muito frio. No inverno era normal chegar a sensação térmica de –30ºC. Nevava praticamente todos os dias e a cidade ficava toda branquinha. Na primavera, a cidade continuava gelada mas ficava toda florida. Durante o verão as temperaturas chegavam a uns 20ºC e os americanos saiam de shorts e regada. Quando ia passear eu levava um casaquinho porque SEMPRE batia um vento gelado. Foi uma estação gostosa pra passear na praia e nos parques.                                              Foto: Eventos na universidade

O outono é uma estação muito típica dos filmes Americanos e os parques realmente se transformavam em cenários de filmes. Apesar de muito frio, o inverno e o outono foram minhas estações preferidas durante o intercâmbio.

 Inverno em Milwaukee

Quais os lugares que você mais gostava de frequentar?

Na minha universidade tinham muitos brasileiros que adoravam uma festa. Todo final de semana estávamos em festas, principalmente no RC’s (um bar do lado do dormitório que tinha open bar à $10 que todo mundo ia todas as quintas) e a Trinity que ficava em downtown Milwaukee. Em downtown Milwaukee tem uma rua com MUITAS baladas, aproveitamos muito.

Não posso deixar de comentar que eu e minhas amigas aproveitamos muito os shoppings que tinham lá. Um era a Bayshore, um shopping totalmente aberto (muito ruim nos dias de frio), e muito bonito. O outro era a Mayfair que ficava um pouco distante no centro de Milwaukee – uns 40 minutos de bus.

Outras opções que tínhamos por lá eram os muitos parques abertos, eventos da universidade, as praias, museus entre eles o famoso “Catatravas” Milwaukee art Museum, “The Domes”, o museu da “Harley Davisdon”, “Discovery World” entre outros.

Quais os lugares que não estão nos roteiros turísticos típicos mas vale a pena conhecer?

Duas coisas que não pode deixar de fazer no estado de Wisconsin: Halloween em Madison e ir para a cidade de diversão Wisconsin Dells.

“State Street Halloween Party” em Madison é o Halloween mais famoso de Wisconsin. Ruas da cidade se fecham para o evento no qual todo mundo esta fantasiado e ocorrem muitos shows. É uma loucura. Fui em 2014 e 2015 e vale muito a pena, mas recomendo fantasias quentinhas pois essa época do ano já esta muito frio.

Halloween, Madison 2015

Eu nunca tinha visto nada igual a Wisconsin Dells. É uma cidade a 3h de Milwaukee que é feita apenas de hotéis e suas atrações especiais. Eu fiquei no “Mt Olympus Resort” que tinha waterpark Indoor (sim, um parque aquático fechado, quentinho e dentro do hotel) e Outdoor, parque de diversão (com muitas montanhas russas) e pista de kart. Simplesmente SENSACIONAL, foi um final de semana super divertido.

Recomento também ir no “Six Flags Great America  – Chicago” que fica no caminho entre Milwaukee e Chicago. Eu fui perto do Halloween então o parque estava super bem decorado e aterrorizante.

Outra dica legal é o “Miller Brewery Tour”, perfeito para os amantes de cerveja. É um tour pela fábrica Miller onde eles mostram todo o procedimento de fabricacao da bebida. No final tem degustação de três tipos diferentes de cervejas artesanais. Basta apenas ir ao balcão na fábrica e retirar o ingresso sem custos.

Qual o custo de vida da cidade?​

Milwaukee é uma cidade de baixo custo, eu ganhava $300 por mês. Na verdade eu não gastava com praticamente nada, único gasto fixo que tinha era pagar pela minha linha telefônica que custava $30 por mês. Minha moradia e comida o CSF que pagava, e a universidade dava cartão de ônibus de graça para os estudantes. Sobrava sempre muito dinheiro para compras e viagens.

O que você mais gostou de fazer durante sua estadia?

Nao existe “o que mais gostei”. Tudo foi maravilhoso. As muitas viagens, experiência de vida, independência, as grandes amizades, as festas, os passeios. Uma experiência muito marcante foi quando eu viajei pra Park City, Utah para visitar meu namorado. Eu sempre sonhava em fazer Snowboard e lá era a cidade perfeita pra isso, além de muito linda. Aspen também foi encantadora. Fui na época que estava rolando os XGames – winter games.

Parasailing em Waikiki Beach, Hawaii

 Park City, Utah

Bahamas

O que não se pode deixar de trazer de lá?

Os mais de 25 imãs de cada cidade/estado que visitei durante esse um ano e meio.

No geral, como foi sua experiência? O que você recomendaria e não recomendaria?

MARAVILHOSA, sinto saudades de tudo e todos, todos os dias. Recomendo que a pessoa aproveite c-a-d-a segundo e nunca deixe de fazer nada. Eu sempre pensei que esses um ano e meio nunca acabariam, mas infelizmente acabou e agora só restam saudades, fotos, a experiência pra contar e, é claro, as amizades.

Alguma curiosidade que deseja compartilhar?

Nos Estados Unidos o povo é muito fanático pelo seus times. Futebol americano, NBA, baseball, hokey no gelo etc.. Se estiver pelos EUA não deixe de experimentar essas experiências, são fantásticas e não existem no Brasil. Agora meu coração também é Green Bay Packers e Milwaukee Bucks.

Também não deixe de visitar Chicago que fica a 2h de Milwaukee. Cidade grande e encantadora e, por muitos, comparada com New York City e considerada muito melhor.

Millenium Park, Chicago

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