Sabe aqueles lugares que a gente só vê por foto? Que parecem tão distantes da nossa realidade? Aqueles destinos que prometemos que um dia vamos conhecer? A famosa viagem dos sonhos? Um desses destinos são as Ilhas Maldivas.

Localizadas no leste do Oceano Índico, ao sul do continente asiático, consistem em 1.190 ilhas, sendo 200 delas habitadas, 100 por hotéis. Estão agrupadas em 26 atóis, sendo considerado um dos países mais dispersos (e paradisíacos) do mundo.​

​Bangalôs do complexo Anatara

Como chegar?

Por serem afastadas de tudo, e muito distantes do nosso país, chegar nas ilhas Maldivas é um trabalho árduo que vai custar caro e lhe exigir várias horas de voo – mas não desista por essa razão afinal a recompensa é grande.

No meu caso, como pretendíamos conhecer os Emirados Árabes e as Ilhas Maldivas na mesma viagem e meu pai morre de medo de avião, nos hospedamos num hotel no deserto de Dubai por duas noites antes de pegar o voo para as ilhas Maldivas. O voo até Dubai foi operado pela Emirates e durou 14 longas horas. Longas porque o avião era muito apertado, com três bancos em cada fileira lateral e quatro no meio, ou seja, ficamos socados lá dentro!

Quando chegou nosso dia de embarcar para as Maldivas, pegamos um voo da Emirates saindo do Aeroporto de Dubai para Male – capital das Ilhas. Com duração aproximada de 4 horas, o voo é super tranquilo, propicia uma vista linda e é operado por aeronaves grandes, típicas de voos internacionais, o que costuma ser um alívio pra quem tem medo de voar.

O aeroporto também é grande e recebe diversos voos internacionais todos os dias, mas tem um quê de desorganização e a estrutura é bastante precária, lembrando muito o aeroporto da nossa querida Floripa.

DICA 1: é proibido o ingresso no país portando bebidas alcoólicas. Se você resolver fazer umas comprinhas no dutty free antes de ir para a ilha, desista, pois as bebidas serão confiscadas no momento de ingresso no aeroporto de Male. Isso não quer dizer que você não conseguirá desfrutar de uns drinks durante a hospedagem, os hotéis tem todas as bebidas possíveis nos cardápios e a única coisa que dói é o preço – em torno de US$ 20,00 a US$ 30,00 por uma tacinha de qualquer coisa.

IMPORTANTE: é indispensável a apresentação da carteira internacional de vacinação contra febre amarela para entrar no país. Isso significa que você deve se dirigir até um posto da ANVISA levando seu comprovante de vacinação e eles vão te entregar a carteirinha internacional.

* Em Florianópolis, isso deve ser feito no Aeroporto Internacional Hercílio Luz e não precisa de hora marcada, mas recomendo não deixar essa tarefa pra última hora afinal esse é um documento indispensável para a viagem.

Pra ser bem honesta, a conferência realizada no aeroporto de Male é uma bagunça. Logo depois da imigração, existe um balcãozinho que faz essa checagem e, pelo menos na minha chegada, ninguém me direcionou pra lá, sendo que várias pessoas passaram sem mostrar o certificado. Resolvi ir até o balcão e fazer o procedimento pra não ter problemas mais tarde.

Translado do aeroporto até o hotel:

Quando reservamos o hotel pela agência de turismo, me avisaram que teríamos que pagar uma taxa de U$S 800,00 para que uma lancha particular fizesse nosso trajeto aeroporto –> hotel e já estávamos preparados pra isso (embora lamentando). Contudo, pra nossa alegria, não foi assim que funcionou. Após sair da imigração encontramos diversos guichês com os nomes dos hotéis e nos dirigimos ao nosso. Os funcionários etiquetaram nossas malas e nos levaram para uma sala privada para hóspedes, com ar condicionado e sofás, para que aguardássemos o translado.

Passados alguns minutos, fomos chamados para seguir até o barco que, embora simples, era oferecido de forma gratuita pelo hotel, e ainda ganhamos garrafinhas de água mineral e paninhos quentes. O trajeto até nosso hotel levou em torno de 40 minutos e já foi possível ver paisagens lindas e tirar algumas fotos.

Obs.: Para que tudo isso fosse possível, foi necessário informar ao hotel nosso horário de chegada e número do voo.

Deck de chegada do translado entre o aeroporto e o hotel no Anatara Veli

Hospedagem: como tudo nas Maldivas é afastado e de difícil acesso, escolher seu hotel com muita cautela é imprescindível. Não organizei essa viagem sozinha, então apenas comentarei sobre o hotel em que me hospedei, o Anatara Veli (que faz parte do complexo Anatara das Maldivas).

O complexo Anatara nas Ilhas Maldivas compreende três resorts: o Anatara Veli, o Anantara Dhigu, e o Naladhu. Enquanto os primeiros dois são de livre acesso aos hóspedes, o terceiro é mais caro e exclusivo, sendo vedado o acesso dos hóspedes dos outros hotéis.

Nós optamos pelo Anatara Veli já que, pelo mesmo preço, ficaríamos num bangalô em cima d’água no Veli e num bangalô na praia no Dhigu e, convenhamos, um dos charmes de ir para as Maldivas está em se hospedar nos clássicos bangalôs sobre a água.

Os quartos eram ótimos, confortáveis, bem equipados, com vista fenomenal e uma varanda com saída direta para o mar azul. Com quartos sempre limpos, a insistência dos camareiros chegava até a incomodar – queriam limpar o quarto pelo menos 3 vezes ao dia.

 

 Interior do Bangalô sobre a água. Fonte: Anatara Veli 

Deck do Bangalô sobre a água. Fonte: Anatara Veli 

 

Dia-a-dia no complexo Anatara:

Enquanto estávamos nas Maldivas, optamos apenas por desfrutar do nosso hotel, o que é muito comum entre os visitantes já que é super difícil se locomover entre as ilhas e a maioria das ilhas habitadas pertencem aos hotéis. Assim, o melhor do complexo Anatara é que você pode desfrutar da praia, piscina, passeios, atividades e restaurantes das duas ilhas, ou seja, tem o dobro de coisas pra fazer e, acredite, vai faltar tempo pra tudo.

Obs.: o trajeto entre as duas ilhas é bem curtinho, é possível ir nadando, mas existem barquinhos que ficam fazendo o trajeto o dia todo (inclusive a noite, para ir jantar na ilha diferente da sua).

Piscina do hotel Anatara Veli

Todos os passeios/atividades podem ser agendados no hotel, e é bom que se faça isso com um dia de antecedência. Nós resolvemos andar de jet ski (não precisa de carteira de habilitação), fazer snorkel em alto mar e um passeio numa bóia que é puxada por uma lancha (parece tranquilo, mas acabou tendo bastante adrenalina).

Outras atividades oferecidas são o Spa (tanto no Dhigu quanto no Veli), aulas de ioga, competições de corrida, books fotográficos pros casais apaixonados, cinema ao ar livre, passeios de lancha exclusivos, jantares exclusivos, enfim, um mar de possibilidades.

Passeio de Jet Ski

Nada disso estava incluído no preço do hotel, e tudo foi cobrado em dólares no final da estadia. O que estava incluído era o aluguel de caiaques (duas horas por dia) e o aluguel de snorkel + máscara + pé de pato que deveria ser devolvido ao final da estadia.

Bangalôs do Anatara Veli e caiaque

Sobre as refeições, nosso pacote incluía apenas um maravilhoso café da manhã. Para o almoço, costumávamos optar por comer alguma coisa nos bares das piscinas e, na janta, reservávamos algum dos diversos restaurantes ou pedíamos algo no quarto. A comida? Extremamente cara e, muitas vezes, deixava a desejar.

Importante: alguns restaurantes do complexo são mais disputados que outros. Ao chegar na ilha, já recomenda-se fazer as reservas se você deseja algo especial.

Restaurante com vista para o mar no Anatara Veli

O que levar/vestir: O clima é quente o ano todo. No mês fevereiro, pegamos algumas chuvas passageiras, nada que durasse mais de uma horinha. Costumávamos passar os dias de biquini, chinelo e saída de praia, afinal estar nas Maldivas é ter contato direto com o mar. Durante a noite o pessoal costuma se arrumar um pouquinho melhor, mas seguindo o clima praiano de sempre – pouca maquiagem, roupas leves e nada de salto alto (o chão quase sempre é de areia ou deck de madeira). O melhor das Maldivas é se sentir em casa, naquele clima relaxado e distante do resto do mundo.

Em frente aos bangalôs

E o preço? Ir pras maldivas é muito caro se você for se hospedar em algum resort, tudo é cobrado em dólares e os valores são muito altos, mas existem algumas opções baratas de hotéis e hostels na capital. De qualquer jeito, chegar até lá não é uma tarefa fácil pra nós, brasileiros, e isso já vai consumir uma boa parte do orçamento. Nós fomos até lá comemorar os 25 anos de casados dos meus pais, uma data super especial, e resolvemos fazer esse investimento. Posso dizer, com toda a certeza, que vale muito a pena conhecer esse lugar MARAVILHOSO. Mesmo quem não gosta muito de ficar de pernas pro ar acaba entrando no clima praiano, e você sai de lá com um gostinho de “quero mais”. Então marque na sua lista de lugares pra conhecer e, quando for até lá, me manda uma mensagem contando como foi!