Olá, me chamo Gabriela Machado, tenho 21 anos e estudo Administração Pública na Universidade do Estado de Santa Catarina. Meu intercâmbio no Chile se deu no meu último ano de faculdade e durou 5 semanas: 4 delas estagiando em uma Startup chamada Viridis.Life e a última viajando pelo país. Fui durante o período de férias de inverno, entre os meses de julho e agosto de 2015.

Ficou interessado? Vem saber mais sobre essa experiência e país incríveis!

 Pôr do sol visto da Plaza Italia – Baquedano

O que te levou a escolher a cidade/país?

Eu estava procurando o país pela língua, visto que estava estudando espanhol há um ano. Após ver as vagas disponíveis, decidi que queria ir para o Chile, mais especificamente Santiago, por ser conhecida como uma cidade segura e desenvolvida na América do Sul.

Você fez o processo sozinha ou por intermédio de terceiros?

Fiz o processo pela AIESEC, pelo programa Talentos Globais.

Qual foi a documentação necessária?

Nenhuma documentação além do contrato com a AIESEC.

Como escolheu onde morar?

Eu não ganhei salário, mas a moradia estava inclusa no meu contrato junto com um auxílio alimentação. Eu obtive todo o auxílio da AIESEC de Santiago e dos meus chefes na hora de escolher um local para ficar. Por fim, acabei me instalando no bairro Providência, bem pertinho da Plaza Baquedano e do centro histórico.

Procurando acomodação no Chile? Confira os melhores preços aqui.

O bairro era muito bom, com uma das ruas principais da cidade, então tinha de tudo um pouco. Na minha rua eu tinha uma lojinha com frutas e verduras frescas todos os dias, sempre passava por lá!

Como foi chegar no lugar, qual foi sua primeira impressão?

Me receberam super bem. Um dos meus chefes estava me esperando no aeroporto e quando eu cheguei na casa em que ficaria tinha uma menina da AIESEC para me ajudar com tudo o que eu precisava – foi no shopping comigo comprar um chip de celular, me ajudou a fazer um cartão para o metro… coisas básicas de primeiros dias na cidade.

A primeira impressão que eu tive foi bem positiva – além de achar que Santiago é linda no inverno, combina muito com a estação.

Como era sua rotina?

Eu não tinha uma rotina muito fixa. Eu poderia encontrar a equipe num café, na casa de um dos chefes ou trabalhar de casa. Fui em diversas palestras sobre empreendedorismo com o outro trainee do México que trabalhava comigo, assim conheci os “Emprendedores Anónimos”, uma iniciativa super bacana que vale a pena conhecer. Sempre que possível fazia as refeições em casa para não haver gastos desnecessários.

Como era o clima por lá?

Como eu fui no inverno, peguei somente o frio de Santiago. Não tão frio como eu pensei que seria mas, para quem prefere o calor como eu, era frio o suficiente. Mas não me incomodava, não tem o vento de Florianópolis e a cidade combina tanto com o inverno que eu tenho dificuldade em imaginá-la durante o Verão.

Normalmente eu acordava pela manhã e estava de 2° a 5°, pela tarde poderia chegar a 15° e a noite esfriava novamente.

Quais os lugares que você mais gostava de frequentar?

Eu adorava passear pelo Parque Florestal, que fica logo após a Plaza Baquedano. Tem uma sorveteria numa esquina do lado do parque chamada Emporio la Rosa que já entrou na lista das “25 melhores sorveterias do mundo”. Também gostava muito do bairro Bellavista, que durante a noite fica cheio de barzinhos e é bem agitado.

Entardecer no Parque Florestal

Quais os lugares que não estão nos roteiros turísticos típicos mas vale a pena conhecer?

Quando eu pesquisei sobre Santiago, não encontrei nada que falasse sobre o Museu da Memória e dos Direitos Humanos ser um must go. E ele é! Vale super a pena se você quiser entender um pouco melhor a história do país e dos chilenos. Eu não conhecia direito a história da ditadura do Chile e me surpreendi muito com tudo o que eu aprendi lá. Fica dentro de uma estação de metrô na Quinta Normal e, saindo do museu, há uma praça com o Museu de História Natural.

Quanto é o custo de vida da cidade?

Mesmo ficando pouco tempo posso afirmar que, com o real desvalorizado do jeito que está, Santiago é uma cidade cara. A cotação da época que eu fui eram 1.000 pesos = 5 reais. E qualquer coisinha custa mil pesos. Como era a minha primeira vez no país, quis fazer diversos passeios e atividades turísticas que envolvem mais dinheiro que o usual.

O que você mais gostou de fazer durante sua estadia?

Foi descobrir as comidas típicas chilenas com o meu chefe, que é chileno, mas também não conhecia nenhuma haha. Fomos algumas vezes no mercado público e meu chefe mais velho nos convidou para um rodízio de comidas chilenas na casa dele também. Além disso, conhecer jovens de toda a América Latina que estavam lá com o mesmo propósito que eu foi muito legal! Praticar e aprender mais sobre o Espanhol e, para fechar com chave de ouro, minha viagem para o Atacama!

Ah, outra coisa preferida: ver a Cordillera enquanto caminhava pelas ruas da cidade, sempre me surpreendia com a beleza!

      Neruda pelas ruas do bairro Belavista

O que não se pode deixar de trazer de lá?

Pisco artesanal!

No geral, como foi sua experiência? O que você recomendaria e não recomendaria?

Foi maravilhosa, recomendo sempre que eu posso, me apaixonei por Santiago e seu pôr do sol sempre rosa. Não tenho nenhuma ressalva que outras cidades grandes também não teriam, como não pegar taxi durante a noite sozinha ou ficar andando com o celular na rua. Comigo não aconteceu nada, mas com amigos próximos sim, então é bom sempre estar atento. Fora isso, me sentia sempre muito segura.

Ah, se for comer no shopping prepare-se para comer fast food (sério, de tudo que é tipo!) ou pagar muito caro por algo mais sofisticado.

Algo extra que deseja compartilhar?

Não deixem de conhecer as casas de Pablo Neruda. Fui em duas, em Valparaíso e em Santiago, e na minha opinião, a de Santiago é mais acolhedora e vale mais a pena. E não deixe de observar a arte de rua do bairro Bellavista.

Para entrar em contato:

e-mail: gabrielamachado.277@gmail.com

instagram: gabimachadods