Em julho de 2015, resolvemos realizar um sonho antigo do meu pai, curtir o verão Europeu. Com isso em mente, escolhemos alguns destinos que não poderiam faltar, tais como a Sardenha, a Costa Amalfitana e, no litoral francês, a Côte d’Azur.

A costa sul da França, também conhecida por Riviera Francesa, é aquela banhada pelo Mar Mediterrâneo e que tem como características marcantes o mar azul claro e os visitantes luxuosos. Passeando por lá, você vai perceber como as palavras “luxo” e “riqueza” mudam de significado, até porque é difícil encontrar tantos iates maravilhosos juntos em outro lugar.

Enquanto quem pode curte a beleza da costa pela água, acessando as praias com auxílio das lanchas que ficam dentro dos iates, ou dos helicópteros que ficam em cima dos iates, ou dos barcos oferecidos pelos beach clubs, nós podemos explorar essa costa linda de um jeito mais simples e barato – alugando um carro.

Como chegar? Pelo aeroporto de Nice, o grande acesso à costa. A EasyJet (empresa low cost que faz voos por toda europa), tem trajetos para Nice saindo de diversas cidades.

Fonte: www.easyjet.com 

No nosso caso, como estávamos em Vicenza visitando parentes, dirigimos até Veneza e pegamos um voo EasyJet até Nice (duração de 1h). Chegando no aeroporto de Nice, alugamos um carro e dirigimos até Saint Tropez (112km).

Como se locomover? De carro. É fácil dirigir por lá, as estradas são boas e você vai pegar o jeito rapidinho. É claro que nos perdemos várias vezes, mas tudo dá certo no final. Além disso, a autonomia que o carro fornece é importantíssima para explorar a costa do melhor jeito, parando quando e onde bem entender, seja pra uma fotografia ou pra um pulinho no mar de uma das diversas praias escondidas pelo caminho.

Escolhemos locar um carro da Europcar, pois era a empresa internacional que tinha os melhores valores. Eles também tem várias empresas locais que são mais baratas, mas como era nossa primeira vez resolvemos não arriscar.

Dica: essa vale pra todas as viagens. É bom comprar um chip de internet para o celular, assim é possível usar o google maps como GPS e se localizar de uma forma bem mais tranquila. No aeroporto de Nice encontramos o chip na loja Replay e custou em torno de 40 euros, valor bem menor que o de um aluguel de GPS nas locadoras de carros (em torno de 15-20 euros por dia). Só cuide pra não gastar toda a internet com whats app, facebook e instagram e acabar sem serviço na estrada!

Importante! Viajar pelas estradas francesas significa pagar vários pedágios, o que também significa que você vai precisar ter moedas. Os pedágios perto de Nice são todos bem tranquilos, é só ter moedas e jogar no cesto (procure as filas com o desenho de moedas e dinheiro). Nosso problema maior foi em um pedágio perto de St Tropez que só aceitava cartão e os brasileiros costumam não funcionar. Se o seu cartão não passar, a única coisa que pode ser feita é clicar no botão de ajuda e falar com o atendente (eles entendem inglês). Como não teve jeito, o atendente acabou nos liberando sem pagar, mas foi um estresse já que acabamos formando uma fila com diversas pessoas buzinando.

Onde se hospedar? todas as cidades são muito próximas, então decidimos nos hospedar em apenas duas e conhecer o resto de carro durante o dia.

Primeiro ficamos em Saint Tropez, já que era o ponto mais distante que queríamos conhecer na costa. Lá é difícil encontrar hospedagem por um bom preço, e muitos optam por se hospedar nos arredores e conhecer o local durante o dia. No nosso caso, queríamos conhecer um pouco melhor a charmosa e famosíssima comuna francesa, então optamos por dormir 3 noites por lá.

Nossa estada no Hotel Le Mouillage (79 avenue du Général Leclerc, 83990 Saint-Tropez, França) foi boa. O hotel era bem limpo, quartos bons e estacionamento gratuito – muito importante pra quem viaja de carro. A localização também era boa, em uns 10 minutos caminhando era possível se chegar ao centrinho. O único problema é que o caminho não era dos melhores (calçadas com problemas, areia, etc) e pessoas como minha mãe – que gostam de andar de salto alto – podem enfrentar um pouco de dificuldade.

 

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Fonte: www.hotelmouillage.fr 

Fonte: www.hotelmouillage.fr 

Depois de curtir uns dias em Saint Tropez, resolvemos dirigir até Nice e montar acampamento lá, já que é a maior cidade da costa e, por isso, oferece a maior opção de hotéis e os melhores preços. Reservamos 7 noites no hotel Ibis Styles Nice Vieux Port (8 Rue Emmanuel Phillibert, 06300, Nice, França) e a experiência foi bem ruim. Apesar de os quartos terem um tamanho bom e o preço ser razoável, o hotel fedia o tempo inteiro e era muito sujo. Além disso, ficava um pouco longe do centro, numa área não tão legal, sem nada perto para comer e nem serviço de quarto. O estacionamento, além de caro, não ficava junto ao hotel.

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Fonte: http://www.accorhotels.com/pt-br/hotel-6991-ibis-styles-nice-vieux-port/index.shtml#_=_

Um outro hotel que cheguei a pesquisar em Nice foi o Goldstar Resort & Suites (45, Rue Maréchal Joffre, 06000 Nice, França). Na época era quase o mesmo preço do Ibis mas, como precisávamos reservar por 7 noites, o hotel exigia pagamento antecipado e não queríamos desembolsar a quantia antes da hora. Cheguei a passar na frente dele enquanto passeávamos pela cidade e gostei bastante da localização, então talvez seja uma boa opção pra quem vai até Nice.

Hoje penso que nossa opção de se hospedar apenas em Nice foi um erro, isso porque poderíamos dividir essas 7 noites em pelo menos dois lugares já que é bem diferente você visitar um lugar durante o dia e se hospedar nele. Também pelo fato de não termos gostado tanto de Nice quanto das outras cidades, o que nos fez dirigir até Cannes mais de uma vez pra aproveitar uma praia que fosse de areia, e não de pedras.

O que conhecer? São diversas cidades situadas ao longo da costa e o que conhecer vai do interesse de cada um. No nosso caso, resolvemos começar de Saint Tropez e subir até Nice, pois iríamos usar o aeroporto para deixar a França. Juntando as cidades mais importantes da riviera, resolvemos conhecer Saint Tropez, Cannes, Antibes, Mônaco, Éze, St. Paul de Vence e Nice.

Dica: a beleza da Côte d’Azur não está só nas suas cidades principais, mas no caminho entre elas. Aproveite pra dirigir pela costa ao invés de sempre usar a autoestrada (A8), o caminho é longo mas rende boas descobertas. Pra isso não tem segredo, encontre a costa e siga pro lado da cidade que você quer chegar, em algum momento você chega lá.

 

O que levar? se você vai no verão, a resposta é até bem óbvia. Roupas leves, biquínis, chinelos, rasteirinhas, saídas de praia, enfim, roupas de verão.

Em Saint Tropez as pessoas andam bem arrumadas, inclusive os que vão só pra conhecer o lugar durante o dia, o que dá um charme pra cidade. Já no resto da costa não tem segredo, vá confortável pra passar o dia inteiro na rua.

Dica: se você pretende curtir um dia de praia em algum dos beach clubs franceses e busca economizar, é bom levar uma toalha pois o aluguel é cobrado.

Topless: uma marca do verão francês, o topless é bem comum nas praias da Riviera. Quer tentar? Aproveita, afinal ninguém lá dá importância pra isso. Seja dentro dos beach clubs ou na faixa de areia pública das praias, você vai encontrar mulheres de todas as idades sem a parte de cima do biquíni. Não é pra você? Não tem problema, a maioria das mulheres também está com a parte de cima do biquíni. Apenas evite encarar as pessoas ou tentar tirar fotos, como isso tudo pra gente é muito diferente, as vezes queremos registrar e pode ser ofensivo pra alguém.

E o tempo? em julho faz bastante calor, na casa dos 30 graus, e é ideal pra aproveitar a praia. Nesses dez dias passeando não pegamos nenhuma chuva, o que foi um ponto positivo.

E os franceses? quem já foi pra França sabe que a simpatia e o carisma não costumam ser características marcantes do povo, especialmente dos que trabalham com turismo – acredite. Nos hotéis, principalmente, tivemos bastante dificuldade em lidar com o staff.

Em Saint Tropez tínhamos alugado um quarto por 3 noites e eles quiseram nos mudar de quarto na última noite pra dar o nosso pra outro hóspede sem razão nenhuma. Como não concordamos com isso, afinal tínhamos o direito de ficar naquele quarto que reservamos, eles aproveitaram enquanto estávamos fora para mover todas as nossas coisas para outro quarto! Ao chegarmos no hotel depois de um dia de passeio, tinha um senhor deitado na nossa cama. Foi a coisa mais estranha que já nos aconteceu num hotel e nos revoltou bastante. Além disso, ao fazer o check out a conta estava toda errada, queriam nos cobrar por coisas que não consumimos, e foi o maior estresse para corrigir.

Em Nice não foi diferente. Sem nenhuma ocorrência absurda dessa vez, mas o staff não foi nem capaz de nos arranjar uma vaga num estacionamento mais próximo nos 7 dias em que nos hospedamos lá.

 

Já nos restaurantes e comércios você encontra algumas boas surpresas. Principalmente nos beach clubs, nos deparamos com pessoas carismáticas e dispostas a ajudar.

Vale a pena? Com certeza, afinal quando viajar não vale a pena?