Meu primeiro dia na Alemanha – depois de descansar uma noite inteira para me recuperar das 24h de viagem – foi voltado à resolver as exigências alemãs. Fazer o registro de residência, estender meu visto, abrir uma conta no banco, comprar o cartão para transporte público e escolher uma companhia de celular!

A primeira e principal parada é o Departamento Público (Kreisverwaltungsreferat ou KVR) para fazer o Registro de Residência, obrigatório para todas as pessoas que se mudam para a cidade. Recomendo chegar assim que abrir, às 7h e 30min, para pegar a senha pois demora bastante para ser chamado. Cheguei as 8h, peguei a senha nº 49 e fui atendida somente 2h depois (tem um café no térreo que ajuda a passar o tempo), mas o processo é bem rápido quando chega a sua vez. Deve-se entregar um documento com o seu endereço (que a AIESEC já havia preparado para mim), o passaporte e responder algumas perguntas.

Após o registo de residência, fui estender meu visto para seis meses – ganhei apenas 3 meses quando fiz no Brasil – no mesmo prédio. Primeiro fui para o atendimento geral, depois me mandaram para o de estudantes, que me mandou pro geral novamente. Quando finalmente entenderam que meu visto não era nem de estudante nem de trabalho mas sim estágio, consegui ser atendida corretamente. Foi um processo super rápido, você preenche uma folha com seus dados e tira uma foto (7 euros). A foto não precisa ser tirada lá, há uma máquina na mesma estação de metro que é mais barata. Depois eles te entregam os documentos e você precisa pagar a taxa (50 euros) em outro lugar para receber seu visto direto no passaporte. Também é rápido e você já sai com seu visto novo!

Próxima parada: banco! Para abrir uma conta de estudante no banco é preciso o registro de residência e um documento da universidade alegando que o estágio é obrigatório. Abri minha conta no Deutsche Bank e eles não cobram nenhuma taxa para o cartão (por ser estudante), apenas se você quiser mudar para crédito, então é cobrada uma taxa de 40 euros por ano. Existem outras opções, claro, mas essa parece ser a melhor para os intercambistas.

Outra coisa super necessária aqui em Munique, e em qualquer lugar, é o cartão para o transporte público. Aqui tem o U-bahn, S-bahn, tram e ônibus, mas não tem catraca ou lugar para passar o cartão… Eles apenas confiam nas pessoas! Claro que existem fiscalizações e se você estiver sem seu cartão/passe na hora paga uma multa de 60 euros. O transporte público aqui é um pouco caro, mas é tão bom que não tem como reclamar do preço. E notícia boa: para estudantes existe uma tarifa reduzida! Você tem que apresentar o registro de residência e o documento da universidade alegando estudos de bacharelado na Alemanha ou estágio obrigatório e o passe mensal fica por 45 euros. O cartão comum custa 75 euros. Depois disso você está livre para usar todos os meios de transporte público quantas vezes quiser, e no mês seguinte é só recarregar nas máquinas dentro das estações de metro ou ônibus!

E o último assunto a ser resolvido foi o dilema do chip de celular: qual operadora escolher? Como vou morar aqui por apenas seis meses, escolhi o plano pré-pago, então pesquisei várias opções como T-mobile, Vodafone, O2, Aldi Mobile… Todas são um pouco parecidas, menos a Vodafone que queria me cobrar 55 euros pelo simcard! Acabei ficando com a LycaMobile e vou pagar 10 euros por mês com 1GB de internet e crédito de 2 euros a chamada – 9 cents o minuto. A parte boa é que se você não estiver satisfeita com o seu plano, pode comprar um novo a qualquer momento, e se quiser, mudar todo mês para ver qual se adapta melhor às suas necessidades.